Biometria facial: segurança e praticidade no controle de ponto e acesso

Pesquisas mostram que o reconhecimento facial já supera a biometria digital em preferência e é visto como mais seguro. Conheça por que essa tecnologia está transformando relógios de ponto e sistemas de acesso.
Por Equipe Evo — Publicado em

Nos últimos anos a biometria facial se tornou sinônimo de tecnologia moderna e deixou de ser um recurso restrito a filmes de ficção científica. Em 2023 a tecnologia de reconhecimento facial ultrapassou a leitura de digitais em preferência e percepção de segurança entre os brasileiros. Segundo a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, apenas 11 % dos brasileiros com smartphone usavam autenticação por biometria facial em 2018; esse número saltou para 49 % em 2023 – o reconhecimento facial superou a leitura digital pela primeira vez. Além disso, 29 % dos entrevistados consideram o reconhecimento facial o método mais seguro de autenticação, enquanto a leitura de digitais caiu para a segunda posição com 26 %.

O crescimento da biometria facial não se limita a aplicativos bancários ou desbloqueio de smartphones. Essa tecnologia tem evoluído rapidamente e hoje se integra a sistemas de controle de ponto, relógios de ponto facial e controle de acesso facial em empresas de diversos setores. Ao entender como ela funciona, por que vem ganhando espaço e quais são os desafios envolvidos, você pode avaliar como essa inovação pode transformar a rotina da sua organização.

Como funciona a biometria facial?

A biometria facial é um método de identificação que utiliza características únicas do rosto de uma pessoa – os chamados pontos modais –, como a distância entre os olhos, o formato do nariz e o contorno da mandíbula. Um sensor ou câmera captura a imagem do rosto e a converte em um conjunto de dados matemáticos chamado modelo biométrico. Esse modelo é armazenado de forma criptografada e comparado com imagens coletadas posteriormente para verificar se se trata da mesma pessoa. A comparação é feita através de algoritmos de reconhecimento facial, que analisam centenas de pontos em milissegundos.

Esse processo é altamente preciso e minimiza o risco de fraudes. Testes realizados pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) mostraram que os algoritmos mais avançados conseguem identificar passageiros em aeroportos com pelo menos 99,5 % de acerto utilizando apenas uma digitalização do rosto, e a precisão aumenta quando há mais imagens na base. A tecnologia é altamente confiável porque analisa uma combinação única de características faciais, tornando extremamente difícil a falsificação ou a troca de identidade.

A evolução e a preferência do reconhecimento facial no Brasil

O avanço da biometria facial no Brasil tem sido meteórico. A pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box de outubro de 2023 mostrou que o uso da tecnologia superou o leitor de digitais pela primeira vez: 49 % dos entrevistados haviam experimentado reconhecimento facial, contra 43 % que utilizavam leitura de digitais. Quando perguntados sobre o método que consideram mais seguro, 29 % apontaram o reconhecimento facial, enquanto apenas 26 % escolheram o leitor de digitais. Em 2018 a situação era oposta: 42 % dos brasileiros diziam que a leitura de digitais era a forma mais segura, e apenas 12 % confiavam na biometria facial.

Esse crescimento reflete a praticidade e o conforto proporcionados pelo reconhecimento facial. A mesma pesquisa registrou que 26 % dos brasileiros consideram a biometria facial o método mais fácil e confortável de autenticação – um salto em relação aos 21 % do ano anterior. A evolução tecnológica aliada à popularização de smartphones com câmeras avançadas tornou o processo simples: basta um olhar para desbloquear um aplicativo ou registrar o ponto.

De acordo com o Relatório Global de Fraude e Identidade 2022, 93 % dos brasileiros consideram a biometria facial mais segura que senhas (PINs). Essa percepção de segurança, aliada à rapidez no reconhecimento, impulsiona a adoção da tecnologia em diferentes contextos.

Por que a biometria facial é mais segura que o leitor de digitais?

Há anos os leitores de digitais são utilizados como forma de autenticação. No entanto, a pandemia de Covid‑19 e a necessidade de evitar toques em superfícies impulsionaram tecnologias sem contato. A biometria facial é totalmente touchless, reduzindo o risco de contaminação e tornando‑se mais higiênica. Além disso, apresenta vantagens importantes:

  1. Precisão elevada e baixo índice de fraude: a taxa de acerto superior a 99,5 % registrada pelo NIST em testes de embarque de passageiros mostra que sistemas modernos de reconhecimento facial raramente cometem erros. Diferentemente de digitais, que podem ser copiadas ou desgastadas, a face traz múltiplos pontos de comparação difíceis de falsificar.
  2. Rapidez e conveniência: o reconhecimento facial funciona em segundos e não requer que o usuário digite senhas ou carregue cartões. Basta olhar para a câmera, o que reduz filas e aumenta a produtividade.
  3. Eliminação do “ponto amigo” ou registro por terceiros: como o sistema analisa o rosto, não é possível que um colega registre o ponto pelo outro. Isso garante maior justiça no pagamento de horas trabalhadas.
  4. Integração com sistemas de RH e redução de custos: soluções modernas integram o reconhecimento facial a softwares de gestão de ponto, eliminando erros manuais e diminuindo custos operacionais com cartões e dispositivos físicos.
  5. Segurança de dados: os melhores sistemas utilizam criptografia para proteger os modelos biométricos. Ao contrário de senhas, que podem ser compartilhadas, as características faciais não podem ser facilmente copiadas.

Biometria facial no controle de ponto e nas rotinas de RH

Empresas brasileiras já perceberam a vantagem de substituir relógios de ponto tradicionais por relógios de ponto facial. Nessas soluções integradas ao registrador eletrônico de ponto (REP‑P), a tecnologia captura as características únicas do rosto, envia os dados para o software de gestão e gera registros precisos de entrada, saída e horas extras, evitando fraudes e inconsistências comuns em sistemas manuais. O artigo 74 da CLT exige que empresas com mais de 20 funcionários registrem a jornada de trabalho e permite que o registro seja feito de forma manual, mecânica ou eletrônica. A Portaria 671 do Ministério do Trabalho classifica os tipos de registradores e inclui o modelo REP‑P, que emprega a biometria facial. Portanto, além de segura, a tecnologia está em conformidade com a legislação.

Outra vantagem é a adaptação a diferentes modelos de trabalho. Com sistemas de ponto on‑line e reconhecimento facial, os colaboradores podem registrar a jornada em home office ou no modelo híbrido usando webcam ou smartphone. Isso oferece flexibilidade sem abrir mão da segurança. A biometria facial também elimina filas e agiliza a entrada de funcionários, aumentando a produtividade e proporcionando uma experiência mais amigável.

Biometria facial no controle de acesso

Além do controle de jornada, a biometria facial vem sendo amplamente adotada para controle de acesso em edifícios corporativos, condomínios residenciais, hospitais e instituições financeiras. As vantagens são semelhantes às verificadas no registro de ponto: rapidez, higiene e segurança. Em ambientes sensíveis, como áreas restritas de fábricas ou datacenters, a leitura facial garante que apenas pessoas autorizadas tenham acesso, reduzindo o risco de intrusão. A tecnologia pode ser integrada a catracas e portas automáticas, registrando cada entrada e saída em tempo real.

A adoção dessa solução também traz benefícios econômicos. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a empresa de identidade digital Unico, estimou que mais de 226 milhões de transações foram realizadas por biometria facial em 2022 – contra 64 milhões em 2020 – e que mais de 850 milhões de transações ocorreram entre 2018 e julho de 2023. O estudo aponta que o uso da biometria facial evitou fraudes que poderiam ter causado R$ 115 bilhões de prejuízo em 2022. Além da proteção contra golpes, a tecnologia agiliza transações financeiras e reduz o índice de rejeição de compras on‑line por dificuldades de identificação.

Desafios e cuidados ao implementar o reconhecimento facial

Como toda inovação, a biometria facial exige cuidados para ser implantada de forma responsável. O principal ponto de atenção é a privacidade de dados. As faces são dados sensíveis, e as empresas devem adotar fornecedores que sigam as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A Pontotel recomenda escolher soluções confiáveis que armazenem os modelos biométricos com segurança, garantindo transparência e consentimento dos colaboradores. A legislação brasileira considera a biometria um dado sensível; portanto, o tratamento indevido pode gerar sanções.

Outro desafio é o investimento inicial em dispositivos e infraestrutura. Sistemas de reconhecimento facial exigem câmeras de boa qualidade, servidores com capacidade de processamento e integração com softwares de RH. Apesar do custo, o investimento tende a se pagar com a redução de fraudes e a melhoria da produtividade. É importante ainda treinar os colaboradores e explicar como a tecnologia funciona para evitar receio ou desinformação.

O futuro do controle de ponto e acesso

O reconhecimento facial se consolida como a tecnologia de autenticação mais promissora desta década. Em uma era em que as senhas se tornam cada vez menos confiáveis, a biometria oferece uma combinação de segurança, praticidade e experiência positiva para usuários e empresas. A tendência é que a integração com inteligência artificial possibilite sistemas ainda mais precisos e capazes de detectar tentativas de fraude, como o uso de fotos ou máscaras. O crescimento contínuo de transações autenticadas pela face e as economias geradas pela redução de fraudes evidenciam que estamos diante de uma revolução.

Para empresas que buscam modernizar seus processos, adotar relógios de ponto facial e controle de acesso facial representa um passo estratégico. Além de cumprir a legislação e mitigar riscos trabalhistas, a solução melhora a experiência dos colaboradores e reforça a cultura de inovação. Ao investir em tecnologia biométrica, sua organização acompanha a evolução do mercado, fortalece a segurança das informações e oferece um ambiente mais ágil e eficiente.

Para empresas que buscam modernizar seus processos, investir em relógios de ponto facial e controle de acesso facial representa um passo estratégico. Além de cumprir a legislação e mitigar riscos trabalhistas, essas soluções melhoram a experiência dos colaboradores, fortalecem a cultura de inovação e oferecem um ambiente mais seguro. Apostar nessa tecnologia agora é antecipar tendências e acompanhar a transformação digital.

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